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Fernandópolis se mobiliza para combater a leishmaniose
 
 
Um caso de leishmaniose viceral canina foi registrado na cidade

Fernandópolis se mobiliza para combater a leishmaniose. Um tipo da doença foi registrado no município este ano. Para conter o avanço, a Prefeitura começou a implantar uma série de medidas para que a cidade fique livre da doença, que pode vitimar cães e seres humanos.

O assunto foi levado ao conhecimento da população nessa segunda-feira (4/6), durante uma audiência pública, realizada no CPP (Centro do Professorado Paulista), que contou com palestra do chefe de Seção Técnica da Sucen do Estado, Nestor Cyriaco.

Na ocasião, foi destacado que dos 102 municípios que pertencem ao Serviço Regional de São José do Rio Preto, 20 já registraram casos de leishmaniose visceral canina, cuja doença já atinge cães e seres humanos, com registro de óbitos em cidades da região.

As primeiras cidades da região, que registraram leishmaniose, foram Jales e Urânia, em 2008. Em apenas três anos, a doença avançou e saltou de dois para 16 municípios, atingindo cidades vizinhas, como Votuporanga, Aspásia, Santa Fé do Sul e Rubinéia.

Este ano, o problema também chegou a Fernandópolis, que registrou o primeiro caso de leishmaniose visceral canina. O transmissor da doença, conhecido por mosquito palha, já foi capturado e identificado um cão positivo, o que coloca a cidade em área de transmissão.

Entre as medidas que serão implantadas pelo município para combater a leishmaniose estão, a limpeza dos terrenos públicos baldios, a contratação de médico veterinário e de agentes de controle de vetores, a realização de campanhas educativas e informativas.

O Centro de Controle de Zoonoses já está fazendo o inquérito da área onde foi identificado o cão doente, adotando todos os procedimentos indicados pelo protocolo do Ministério da Saúde.

Segundo Nestor Cyriaco, para que Fernandópolis obtenha êxito na batalha contra a leishmaniose, a participação da população é essencial. Entre ações se destacam a limpeza do quintal, evitar a criação de galinha na área urbana, remover frutas e folhas, que formam um ambiente favorável para a proliferação do mosquito transmissor.

Participaram do evento, o promotor Denis Henrique Silva, as vereadoras Maiza Rio e Neide Garcia, o secretário Municipal de Gestão, Dr. José Cassadante, que representou o prefeito Luiz Vilar, que cumpria agenda de trabalho na Capital; a secretária Municipal de Saúde, Rose Hernandes; a coordenadora da Vigilância Sanitária, Fabiana Lavezzo; o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Mileno de Castro Tonisse; alunos do Curso de Medicina Veterinária da Unicastelo; veterinários, proprietários de Pet Shops, agentes de Saúde, além de outros convidados, que lotaram o CPP.


Junior Falkoni
 
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