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Ex-presidente do Grammy faz acusações contra Academia e processo para indicação de artistas

Deborah Dugan, que deixou o cargo da presidência do Grammy na última semana sob acusação de má conduta, fez uma série de acusações contra a Academia.


Entre as denúncias, segundo a revista Variety, Deborah cita um comitê secreto e afirma que Ed Sheeran e Ariana Grande ficaram de fora da categoria Música do ano em 2019 após o favorecimento de outro artista por parte do conselho.

Na última semana, a Academia de Gravação, cujos membros escolhem os vencedores anuais dos prêmios da indústria musical, informaram que forçaram Dugan a sair de licença "à luz de preocupações ventiladas pelos membros do conselho diretor, inclusive uma alegação formal de má conduta feita por um membro da equipe da Academia de Gravação".

A organização não fez mais comentários sobre a natureza da alegação ou da relação de Dugan com ela, mas garantiu que o espetáculo da premiação, que acontece em 26 de janeiro, seguirá como planejado, com Harvey Mason Jr. como presidente interino. Dugan assumiu o cargo em 1º de agosto como primeira mulher presidente e executiva-chefe da entidade.

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De acordo com a Variety, a lista de denúncias por parte de Deborah Dugan inclui uma seção sobre o processo de indicações para o Grammy. Segundo ela:

Alguns membros do conselho nos “comitês secretos” que escolhem os indicados ao Grammy representam ou têm relacionamento com artistas indicadosOs membros de conselhos usavam esses comitês como uma oportunidade para promover artistas com quem eles têm relacionamentosOs membros desse comitê também manipulam o processo de indicação para garantir que determinadas músicas ou álbuns sejam indicadas quando o produtor do Grammy (Ken Ehrlich) quiser que uma música em particular seja executada durante o showEra permitido ao comitê indicar artistas que não estavam na lista inicial de 20 nomes possíveis para uma categoriaO comitê chegou a selecionar artistas que estavam nesta lista inicial para participar do comitê de votação da categoria para a qual foram indicados. Como resultado, um artista que inicialmente estava classificado na posição de número 18 entre os 20 iniciais da categoria "Canção do ano" de 2019 acabou indicado. Assim, Ed Sheeran e Ariana Grande, que haviam recebido votos dos membros da Academia, acabaram ficando de fora da lista.

Outras acusações

Em sua denúncia aberta junto à Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego, Deborah Dugan acusa a Academia de Gravação de retaliação contra ela, criando um pretexto falso para deixá-la de licença.

Dugan ainda alega que Neil Portnow, ex-CEO da Academia, "supostamente estuprou uma artista", que não teve seu nome identificado, mas foi descrita como "estrangeira”. Segundo Deborah Dugan, "essa foi a verdadeira razão pela qual o contrato de Neil não foi renovado" e disse, ainda, que o conselho "estava ciente de o incidente".

Em junho de 2018, Neil Portnow anunciou que deixaria o cargo de chefe da Academia de Gravação após ser acusado de machismo.

Dugan ainda cita que:

Joel Katz, que por décadas foi um dos principais executivos da academia, a assediou sexualmente, tentando beija-la durante um jantarKatz e seu escritório de advocacia recebiam uma exorbitante quantia da Academia, incluindo US$ 250 mil por ano (além de reembolso prévio de viagens e gastos com intercorrências) apenas para estar de plantão, caso a diretoria precisasse de aconselhamento jurídico.Há "claros conflitos de interesses e negociações indevidas por parte dos membros do Conselho e irregularidades na votação em relação às indicações ao Grammy Awards, tudo isso possibilitado pela mentalidade do "clube do bolinha" que administra a Academia”

Resposta da Academia

A Academia enviou um comunicado, falando sobre o processo de investigação sobre denúncias de má conduta de Duga, mas não citou as acusações feitas pela ex-presidente da Academia.

“É curioso que a Sra. Dugan nunca deixou claras essas graves alegações até uma semana depois que as queixas legais foram feitas contra ela pessoalmente por uma funcionária que alegou que a Sra. Dugan havia criado um ambiente de trabalho ‘tóxico e intolerável’ e engajado em ‘conduta abusiva e de bullying’. Quando a Sra. Dugan falou sobre seus ‘incômodos’ ao RH, ela especificamente instruiu o RH a ‘não fazer nada’ em resposta."

"De qualquer forma, nós imediatamente iniciamos investigações independentes para rever tanto a potencial falha de conduta da Sra. Dugan quanto as subsequentes alegações. Ambas investigações continuam em curso. A Sra. Dugan foi afastada administrativamente apenas depois de oferecer seu posto e demandar US$ 22 milhões da Academia, que é uma organização sem fins lucrativos. Nossa lealdade sempre será aos 25 mil membros da indústria musical. Nós sentimos muito que a Maior Noite da Música esteja sendo roubada deles devido às ações da Sra. Dugan e estamos trabalhando para resolver esta questão o mais rápido possível”.

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