Pichações incomodam população de Fernandópolis: “um absurdo”, diz morador
- brenoguarnieri
- 11 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O problema é percebido em alguns pontos, como na região central, onde telefones públicos são encontrados facilmente “rabiscados”
Por Breno Guarnieri
Em Fernandópolis, apesar da pichação não ser ainda uma preocupação alarmante, alguns pontos da cidade convivem com uma maior incidência dessa modalidade de vandalismo. Não é preciso andar muito, e nem só em bairros centrais, para se deparar com muros e paredes de casas pichadas.
Nos bairros mais afastados há alguns exemplos suficientes para irritar qualquer proprietário que teve o seu imóvel atacado por uma série de garranchos logo após ter pintado o local.
Muros de casas (alvos mais constantes), comércio, escolas, placas de trânsito, orelhões, tapumes de obras. Nem estruturas de pontilhões escapam da ação dos pichadores em Fernandópolis.
Em cerca de dois meses, Paulo Vargas, dono de uma empresa do ramo alimentício, situada no Higienópolis, já pintou o muro três vezes para se livrar das pichações. “Comprei um galão de 18 litros e está acabando. O muro não fica nem duas semanas em branco e eles (pichadores) já estragam de novo”, reclama o comerciante, que vê os vizinhos passarem pelo mesmo problema.
Um dos vizinhos inclusive destaca: "não concordo com as atitudes desses ‘malandros’ (pichadores). Eles querem destruir um bem tão importante para as pessoas que custam em mantê-lo", disse uma moradora, que preferiu não se identificar. Ela afirma que as pichações acontecem à noite e por pessoas não identificadas.
REGIÃO CENTRAL
No centro da cidade, a situação não é diferente. Em algumas ruas as paredes do comércio abrigam ilustrações de pichadores. No cruzamento da avenida Paulo Saravalli com a rua Brasil, um orelhão, considerado patrimônio público, foi alvo de vandalismo. A parte interna da cúpula do aparelho foi pichada, recentemente, e nela escrita alguns dizeres incompreensíveis.
“Não temos condições de ‘fiscalizar’. Eles agem somente à noite e, além, de pichar acabam quebrando alguns destes aparelhos, utilizados muitas vezes em caso de emergências. É uma pena”, lamentou uma comerciária, que trabalha há poucos metros do cruzamento em questão.
FALTA DE DENÚNCIAS
A falta de denúncia da população, muitas vezes por medo de ser mais prejudicada pelos pichadores, que agem pelo puro gosto de destruir, colabora para que essas atitudes, consideradas crimes, não encontrem punição.
O denunciante não precisa se identificar. A denúncia pode ser feita pelo telefone 190 (Polícia Militar).


Muros de Fernandópolis contendo pichações










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